23 de nov. de 2009

Diário

Bom pastor, ser ou não sou?
oito Anos de ministério pastoral em uma mesma igreja representam para mim um tempo sugestivo para uma boa análise ministerial. Após ter vivido diversas experiências durante todos esses anos, sinto-me impulsionado a empreender uma jornada auto-reflexiva em busca de compreensões, respostas e caminhos para o melhor desempenho do meu chamado.
Viver no desconforto de não ter feito aquilo que é o meu dever, me deixa atribulado e vazio, porque na verdade eu ainda não me acostumei a viver com pendências. As pendências me incomodam, principalmente quando elas possuem uma relação direta com a pessoa de Deus. Essa resistência que tenho em relação a elas me fazem alcançar um nível melhor de aperfeiçoamento na minha forma de viver.
Sempre compreendi que o querer em mim deve sempre suplantar a minha vontade porque a vontade é legalista e não cumpre os mandamentos divinos e entender pessoas sempre será um dos maiores desafios da vida.
Preciso, então, valorizar e aproveitar o tempo que Deus tem me concedido para
viver em meio à vida das pessoas, experimentar suas experiências e chorar suas dores.
Dessa forma, unindo a experiência individual com a experiência coletiva da igreja estarei dando um importante passo para não perder a “paixão pela vida”. A minha consciência vocacional junto com a minha a atuação me impelem na busca de um sentido mais completo do propósito que eu desejo alcançar e com isso vou seguindo o meu caminho, deixando um rastro daquilo que penso, e observando os frutos eu tento discernir se realmente estou no caminho certo.

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